Agile Way http://agileway.com.br Pensamentos, artigos e as lições aprendidas de um gerente de projetos. A vida corporativa numa visão ágil, onde pessoas e comunicação são sempre mais importantes. Thu, 03 Apr 2014 14:28:06 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.5 http://agileway.com.br http://agileway.com.br/wp-content/mbp-favicon/favicon.ico Agile Way O especialista numa reunião http://agileway.com.br/2014/04/03/o-especialista-numa-reuniao/ http://agileway.com.br/2014/04/03/o-especialista-numa-reuniao/#respond Thu, 03 Apr 2014 14:28:06 +0000 http://agileway.com.br/?p=1150 Este vídeo é demais. É uma esquete criada para brincar com o típico caso de um especialista ter que opinar durante uma reunião de projetos. Quem nunca passou por uma situação dessas?

Está em inglês, mas com legendas 🙂

]]>
http://agileway.com.br/2014/04/03/o-especialista-numa-reuniao/feed/ 0
O sonho de trabalhar na Apple… destruído http://agileway.com.br/2014/02/12/o-sonho-de-trabalhar-na-apple-destruido/ http://agileway.com.br/2014/02/12/o-sonho-de-trabalhar-na-apple-destruido/#comments Wed, 12 Feb 2014 16:15:12 +0000 http://agileway.com.br/?p=1146 Jordan Price, um designer americano, tinha um sonho bastante comum na área em que atuava: trabalhar na Apple.

O sonho de participar de projetos grandiosos e renomados o alimentava por todos seus anos de trabalho. Até que um dia chegou a grande oportunidade, que ele abraçou com unhas e dentes.

E tudo aquilo que ele imaginou foi destruído.

As vezes um chefe pode acabar com tudo. As vezes, a própria cultura da empresa. Mas quase sempre é este conjunto de fatores que torna a experiência de trabalhar em uma grande corporação em um trauma terrível.

Confira a mensagem do designer e tire suas conclusões 🙂

Eu queria muito trabalhar na Apple, e agora nem tanto

Há cerca de um mês, depois de anos de design em várias indústrias, produzindo websites para clientes rápidos, trabalhando em startups fracassadas e discutivelmente bem sucedidas, e me distraindo com projetos paralelos aleatórios, eu fui convidado para uma entrevista na Apple. Eu não podia acreditar. Tinha acabado de refazer meu portifólio, e agora era bom o suficiente para ser considerado candidato na Apple. Ao meu ver, a Apple é, sem dúvidas, a melhor empresa em que um designer pode trabalhar.

Eles definiram uma data para a entrevista, e eu comecei a me preparar para um monte de perguntas e problemas difíceis que eu teria que resolver em frente ao time de design. Também imaginei que uma grande companhia como a Apple teria várias rodadas de entrevistas antes de tomar a decisão final. Fiquei surpreso quando tive que fazer uma entrevista básica com três pessoas apenas, por menos de uma hora. Dirigi de volta para São Francisco de Cupertino, e repeti a entrevista na minha cabeça. Parecia que eu tinha ido bem, mas não queria me afobar. Eu não queria ficar desapontado caso eles me rejeitassem.

Acabou que fui bem. Recebi um telefonema no mesmo dia, e me disseram que eu estava dentro. Eles me ofereceram um contrato como designer mobile. Wow! Estava tão empolgado que gritei quando desliguei o telefone. Meus pais e minha família estavam super animados quando contei. Eu publiquei a notícia no Facebook, e nunca recebi tantas curtidas e parabéns antes. Recebi mais curtidas quando anunciei que tinha conseguido um trabalho na Apple do que quando minha filha nasceu. Pessoas com quem eu tinha feito amizade anos atrás e que nunca tinham falado comigo me mandaram mensagens. Eu mudei meu título no Twitter, e de repente pessoas que não me seguiriam uma semana antes começaram a me seguir. As pessoas estavam tão empolgadas por mim que resolvi sair para beber e comemorar. Me senti bem com as pessoas comemorando comigo essa conquista.

Eu não conseguia dormir nas noites anteriores ao meu primeiro dia na Apple. Estava nervoso e empolgado. Era como se recebendo uma oferta da Apple, meu talento como designer tivesse sido reconhecido. Pensei na longa e estranha jornada que me levou até a Apple. Pensava “O que isso significa para minha carreira? Em que vou trabalhar? Onde isso vai me levar? Será que eu vou terminar algum dia o app de iPhone em que estou trabalhando?” Eu tinha tantas perguntas.

Então eu comecei. Imediatamente fiquei nervoso com as horas rígidas e o longo trajeto até o trabalho, mas finalmente eu seria uma daquelas pessoas importantes da tecnologia, indo e voltando de São Francisco em um ônibus privado com Wi-Fi. Eu dificilmente (quase nunca) via minha filha durante a semana, porque as horas eram muito inflexíveis. Também sofri um corte salarial significativo, mas pensei que eu estava fazendo um investimento de longo prazo ao trabalhar em uma empresa tão prestigiosa. A entrada era super bagunçada, e eles tinham tantas senhas, contas e logins que levou quase um mês para eu acessar o servidor. Havia reuniões toda hora que prejudicavam a produtividade de todos, mas parecia ser um mal necessário numa companhia tão grande e com produtos de tamanha qualidade. Tudo era um pouco chato, mas nada que fosse um grande problema no longo prazo, pensei.

Então meu chefe imediato (conhecido na Apple como produtor), que tinha o hábito de fazer insultos pessoais disfarçados de piada para qualquer um abaixo dele, começou a fazer insultos diretos e indiretos para mim. Ele me lembrava de como meu contrato não seria renovado caso eu fizesse ou não fizesse certas coisas. Ele ficava nas minhas costas (literalmente) e me pressionava para terminar tarefas simples de design que ele sentia que precisavam ser examinadas urgentemente. Ele era democrático com seus comentários grosseiros, mas não me fazia sentir melhor quando ele os direcionava aos membros da minha equipe. Eu me sentia mais como um adolescente trabalhando num emprego ruim do que um profissional em uma das maiores empresas do mundo.

Tentei pensar com calma e olhar o lado bom das coisas. Eu estava trabalhando na Apple com designers e produtos de nível mundial. Meus colegas tinham olhar refinado para o design, melhor do que qualquer um que havia encontrado antes. Eu amava a atenção para os detalhes que a Apple coloca em seu processo de design. Cada pixel, tela, característica e interação eram consideradas e depois reconsideradas. A comida no café era ótima, e eu gostava do meu novo iPad Air. Mas as piadas, insultos e negatividade do meu chefe começaram a me distrair do trabalho. Meus colegas que se mantinham firmes e definiam limites pareciam entrar em uma lista negra e ficavam fora do círculo de pessoas que puxavam o saco do produtor. Eu comecei a me sentir uma daquelas pessoas que esperam desesperadamente pela sexta-feira, e eu odiava as noites de domingo. Poucos de meus amigos e familiares queriam ouvir que trabalhar na Apple não era tão legal. Eles adoravam dizer, “Faça pelo seu currículo” ou “Você tem que ser o maior” ou “Você só começou. Você ainda não pode sair.”

Essa manhã eu levantei um pouco mais tarde que o normal, e perdi o único ônibus da Apple que parava na minha casa. Acabei dirigindo para o trabalho num trânsito lento. Eu estava feliz por não ter que dirigir todo dia. Mas ainda pensava que preferia levar minha filha para sua pré-escola, como eu fazia antes de começar na Apple. Eu cheguei no trabalho e imediatamente fui para outra reunião. Fui bem, e então voltei para minha mesa. Sem nem dar oi, meu chefe veio com outro insulto estranho disfarçado de piada. Eu tentei ignorar e voltar para o trabalho, mas percebi que não conseguia. Eu estava pensando demais em como eu deveria lidar com a situação. Eu conseguiria chegar até o fim do meu contrato? Eu poderia ser deslocado para outra equipe? Como eu conseguiria um trabalho novo se estivesse sempre preso a Cupertino? Talvez eu devesse socar meu chefe no nariz? Não faça isso, Jordan. 

Então, no almoço, eu esvaziei meu iPad, coloquei os arquivos em que estava trabalhando no servidor, deixei minhas coisas na mesa, peguei meu carro e dirigi para casa. Deixei uma mensagem para meu chefe dizendo que ele é o pior chefe que eu encontrei em minha carreira, e que eu não poderia mais trabalhar para ele, por melhor que a Apple parecesse em meu currículo. A empresa terceira que me contratou estava furiosa porque eu prejudiquei sua relação com a Apple, e claro que eles sentiam que eu não havia agido profissionalmente. Eu não estou orgulhoso por ter saído andando, e eu me sinto terrível por ter destruído a longa relação que eu tinha com o recrutador que me ajudou com a entrevista. Isso tudo é difícil de engolir porque eu estava tão empolgado em trabalhar para a Apple. Não tenho certeza se isso vai me assombrar ou não, mas tudo que sei é que eu queria muito trabalhar para a Apple, e agora nem tanto.

]]>
http://agileway.com.br/2014/02/12/o-sonho-de-trabalhar-na-apple-destruido/feed/ 1
Monotasking é o novo multitasking http://agileway.com.br/2013/10/09/monotasking-e-o-novo-multitasking/ http://agileway.com.br/2013/10/09/monotasking-e-o-novo-multitasking/#comments Wed, 09 Oct 2013 16:53:44 +0000 http://agileway.com.br/?p=1144 A era da informação que vivemos é um avanço tremendo na vida da sociedade. O conhecimento se tornou acessível a todos. Com questão de poucos cliques eu posso aprender (finalmente) logaritmo através de aulas de um professor no Youtube. Depois posso ler um perfil psicológico de Martin Luther King. E por fim, posso analisar o esquema tático do meu time de futebol.

Isso é maravilhoso. O problema é que o conhecimento gratuito não tem filtro. E ele é o principal responsável por uma das mazelas mais complexas de se analisar nos dias de hoje: a multi-tarefa.

Notem, a geração Y (e a próxima) é formada por pessoas que se intitulam multi-tarefas. E eles fazem isto parecer um elogio.

Só que a multi-tarefa vem se tornando um terror na vida pessoal e profissional das pessoas. Exatamente porque ela está criando uma cultura de aprendizado diferente da que estamos acostumados. E isso tem afetado diretamente a produtividade.

Pior do que isso: a multi-tarefa está afetando inclusive o nosso cérebro de formas que só iremos de fato descobrir no futuro. Em um artigo publicado por Clifford Nass, ele discute o fato de que o nosso cérebro não absorve as informações corretamente quando somos multi-tarefas. E isso impacta em pessoas mais estressadas, com menos aprendizado e concentração. Quanto mais multi-tarefas somos, menos somos capazes de filtrar informações irrelevantes.

Um exemplo bastante comum, e que acontece comigo frequentemente. Após assistir um filme, eu tenho o hábito de acessar o site do imdb.com para saber curiosidades do filme. Tipo de informação inútil que me tiraria apenas 5 minutos de atenção e seria de digestão rápida. Porém, ao ler o texto eu me deparo com uma informação dizendo que o ator principal disputou o papel com outros cinco atores. Então eu clico nos cinco atores para saber que filme eles fizeram. Então descubro que um deles fez um filme que eu gosto. E vou gastando o meu tempo e meu “hd cerebral” com informações completamente superficiais.

Se isso acontece nas horas vagas, imagine quando esse tipo de situação acontece durante o nosso dia-a-dia? Se ao invés de finalizar a tarefa que temos, nós preferimos dar “uma olhadinha no Facebook ou Twitter”, ou então naquele vídeo engraçado que nos enviaram, as chances de tornarmos uma tarefa simples em algo custoso é muito grande.

Uma neurocientista disse certa vez que o cérebro é extremamente adaptável, mas não é elástico. Isso significa que ele irá aprender a sua nova forma de pensamento. Se você acostumá-lo a digerir informações rápidas e superficiais, ele se adaptará para captar facilmente este tipo de informação. Só que se você decidir tentar ser “profundo” novamente, o caminho será bem complicado.

Não conseguir focar nos torna menos criativos, menos produtivos e menos aptos a tomar decisões. Como é possível analisar um cenário pensando apenas em 140 caracteres de um tweet ou SMS?

Um estudo da Microsoft, em 2007, apontou que os funcionários da empresa que perdiam o foco com alguma mensagem ou email, levavam em média 10 minutos para lidar com a situação e mais 10 ou 15 minutos para conseguirem voltar a se focar na tarefa original. Ou seja, praticamente 30 minutos perdidos por distração!

Mas existe alguma solução mágica para isso?

Creio que não. Porém, tudo indica que a solução seja a de voltarmos a ser mono-tarefas. Ou seja, buscar de fato focar naquilo que estamos fazendo. Esquecer o Facebook, o Twitter, o email, o celular e outras coisas mais, enquanto estamos de fato produzindo e dedicados em uma tarefa.

Mono-tarefas vai ser o novo “multi-tarefas” do futuro. Ou seja, saber focar e trabalhar em uma tarefa por vez acabará se tornando um diferencial nas empresas e equipes. Por incrível que pareça.

Mas como podemos buscar formas de “regredirmos” na maneira de se concentrar e aprender? Não é fácil, como já foi mencionado, mas alguns autores dão as seguintes dicas:

Viva bem. Por mais óbvio que pareça, a multi-tarefa nos tornou reféns até na questão de saúde. Não deitamos na cama sem levarmos o celular junto. Não fazemos exercício sem escutarmos música. Não conseguimos trabalhar no computador sem ter um navegador aberto em alguma rede social. Fazer exercícios regularmente, dormir de forma saudável, aproveitar momentos de paz absoluta são formas de voltarmos a pensar internamente, e não externamente.

Esquive-se da tentação. Muito atrelado ao item anterior, a multi-tarefa só acontece por nossa culpa. Nós que deixamos o celular ao lado da mesa, bem a vista. Nós que deixamos as redes sociais abertas numa aba do navegador. Nós que damos abertura para as distrações. E se tentássemos nos esquivar disto tudo?

Seja ofensivo, não defensivo. Quando estamos com uma tarefa chata nas mãos, qualquer outra coisa parece mais interessante do que realmente é. Mas por que a tarefa é chata? Porque nós a tornamos assim. Nós que a postergamos ao máximo. Nós que tornamos uma tarefa de 5 minutos em uma de 1 hora. Que tal jogar para o ataque, e finalizar o quanto antes isso?

Não tolere o tédio. Quando estamos entediados, recorremos aos benefícios da multi-tarefa. Quem nunca se pegou gastando uma hora inteira da vida na frente do computador vendo coisas completamente desconexas, como notícias de fofocas, joguinhos sem objetivo algum e coisas do tipo? Uma reunião improdutiva de uma hora é uma maravilha quando temos um smartphone na mão. E se você não tiver um? Será que você aguentará uma hora desperdiçada desta forma?

Planeje o dia. Muitas pessoas dizem que as “To-do lists” são listas que nos ajudam a organizar o dia, mas que raramente nos tornam produtivos. Porque o que está no papel é abstrato, e dificilmente nós de fato nos comprometemos em finalizar aquilo. Mas… e se ainda assim você fizer uma simples “To-Do List” do que você tem para fazer no dia, você não acha que será mais produtivo? E se, em determinado momento, você de fato completar a lista? Não vai ser legal? É algo simples de fazer e que pode funcionar para você. Ou conheça técnicas interessantes como a de “Pomodoro”.

Aceite seus limites. Talvez a dica mais importante de todas, é aceitar os nossos limites. Ao virarmos multi-tarefas, perdemos a capacidade de concentração por tempos maiores. De que adianta você definir uma tarefa para você que irá durar 2 horas, se você só consegue se concentrar 15 minutos? E se você quebrar essa tarefa de duas horas em várias de 15 minutos? Adapte-se a nova realidade. Comece devagar.

Ser mono-tarefa é uma das minhas prioridades pessoais para os próximos dias. Sei exatamente o quão difícil será, mas eu já entendi que preciso de fato mudar. Será que você também?

PS: a propósito, durante a escrita deste artigo eu consegui permanecer 20 minutos focado, usando apenas como referência de leitura alguns artigos para enriquecer o texto. Considero isso uma conquista 🙂

]]>
http://agileway.com.br/2013/10/09/monotasking-e-o-novo-multitasking/feed/ 3
O fantástico mundo paralelo dos empreendedores http://agileway.com.br/2013/08/29/o-fantastico-mundo-paralelo-dos-empreendedores/ http://agileway.com.br/2013/08/29/o-fantastico-mundo-paralelo-dos-empreendedores/#comments Thu, 29 Aug 2013 20:05:12 +0000 http://agileway.com.br/?p=1141 Planejar é essencial para lançar um produto. É preciso definir um escopo, um prazo, uma estimativa de custos e, logicamente, uma estimativa de ganhos. Afinal de contas, você só irá criar alguma coisa que irá lhe trazer retorno, não é mesmo?

Você começa a calcular quantos clientes precisa para primeiro pagar as contas, depois para crescer e para dar lucro.

E é aí que o fantástico mundo paralelo dos empreendedores começa a florescer.

Tudo começa pela precificação do seu produto ou serviço. Feitos alguns cálculos, soma aqui, divide ali e pronto. Chega-se a um valor de, digamos, R$ 10,00.

Daí você começa a pensar em quantas vendas precisa para pagar as contas. Você tem luz, água, aluguel, salários de colaboradores, gastos com internet, etc. Soma aqui, multiplica ali, e pronto. Você define que precisa de 200 assinaturas mensais para pagar tudo isso (R$ 2.000,00).

Você então faz um planejamento de vendas. Pensa que vai anunciar no Facebook, no Google, visitar algumas feiras… e que conseguirá atingir 50 assinaturas no segundo mês do seu produto. Legal! Faz sentido.

Mais um pouco, e você percebe que conhece uma pessoa de uma empresa, que com certeza vai adorar fazer uma parceria com você. Ele irá te indicar para os clientes deles, que não tem porque não assinar o seu serviço. Com isso, no quarto mês, somado as suas 50 assinaturas anteriores, você atingiria 150 assinaturas (você foi “pessimista”, na sua opinião, e estimou em 100 assinaturas extras vindas da parceria).

Então faz uma matemática misteriosa (aquela que todos nós fazemos, de cabeça) e estima que o seu crescimento será de 25 assinaturas novas por mês. Então, pelas suas contas, no sexto mês você estará atingindo a meta de 200 assinaturas.

Só que você é experiente. Sabe que a vida não é tão bela assim. Então usa a matemática misteriosa e cria uma média mais “realista”. Talvez tudo isso aconteça no oitavo mês, correto. Parece mais óbvio.

Oito meses para zerar os custos. Parece bom, ainda mais com essa taxa de crescimento de assinaturas. Mas você quer mais.

Então lembra de todos os seus amigos que tem empresa, e que também podem te indicar. Uma parceria com eles será vital.

Lembra dos contatos com outras empresas, que vão adorar conhecer o seu produto. Lembra que é fácil apresentar o que você faz, basta ligar e marcar uma apresentação. Você estima, de forma “realista”, que quase todos irão assinar o seu produto.

E percebe que com um ano de produto, já terá verba inclusive para começar a pensar no crescimento da empresa.

Seu produto será um sucesso. Você começa a treinar para entrevistas que irá dar para jornalistas. Lembra inclusive das dicas que já lhe deram, sobre a postura e a linguagem a ser utilizada em cada uma das mídias.

Você então senta no sofá, orgulhoso.  Foi um dia produtivo. O seu produto é um sucesso no mundo. No fantástico mundo paralelo dos empreendedores, onde o “não” e o “fracasso” são palavras que não fazem sentido algum.

]]>
http://agileway.com.br/2013/08/29/o-fantastico-mundo-paralelo-dos-empreendedores/feed/ 2
Compartilhe seu aprendizado http://agileway.com.br/2013/04/17/compartilhe-seu-aprendizado/ http://agileway.com.br/2013/04/17/compartilhe-seu-aprendizado/#comments Wed, 17 Apr 2013 21:42:17 +0000 http://agileway.com.br/?p=1138 Tempos atrás eu estava relembrando de como tudo começou. E percebi que desde que eu comecei a ter uma vida profissional mais séria, eu fiz de tudo para compartilhar o meu aprendizado.

Sejam erros ou acertos, fiz sempre o possível para ser transparente.

Já se vão quase 6 anos desde que eu criei o meu primeiro blog chamado “Mudando uma pequena empresa”, lá em agosto de 2007.

Lembro que na época a motivação foi simples: não era fácil de encontrar material ou experiências que ajudassem a ter mais segurança para iniciar na carreira de gerente de projetos. Sofri muito. E então conheci o Scrum. E desde aquele dia, eu decidi expôr em um blog a minha experiência em aplicar o Scrum em uma pequena empresa.

Foi algo muito legal, que me possibilitou conhecer novas pessoas, ouvir relatos de pessoas que passavam as mesmas situações e me ajudou a divulgar o meu trabalho e as minhas ideias.

Em 2009 migrei para este blog do Agileway, onde o objetivo era expandir o assunto, passando para gerenciamento de projetos, liderança, empreendedorismo, etc. E sempre deixando claro que os artigos faziam parte da minha visão, e não de conceitos estudados ou consolidados. Era uma forma de mostrar para as pessoas que as experiências e os resultados, fossem erros ou acertos, eram através da minha vivência.

Mas, para muitos, isso já era mais do que necessário.

Criei uma dinâmica para ajudar a compreender o Scrum e apliquei na empresa onde eu trabalhava na época. Essa divulgação me permitiu expandir a dinâmica, a ponto de saber que ela já foi aplicada no exterior e até em cursos de CSM (Certified Scrum Master).

Compartilhei minhas experiências até mesmo quando fui internado no hospital. O objetivo era mostrar que aquela situação não era assustadora e que, sim, é possível levar tudo numa boa.

Hoje tenho a minha empresa, a Woompa, onde mantemos também um blog, um podcast e (algumas vezes) gravamos vídeos para divulgar nosso conhecimento e aprendizado.

O feedback sempre foi muito legal e serviu como combustível para eu continuar escrevendo.

Mas e dai?

O que quero dizer com este post? Não é um artigo para massagear o meu ego, de forma alguma. Mas um desafio para que VOCÊ também comece a escrever, gravar podcasts ou videocasts e expôr suas experiências! Muitas pessoas hoje encontram-se exatamente na sua situação, seja ela qual for.

É muito fácil criar um blog e começar. Basta vontade.

Defina o seu assunto, o que você irá experimentar, falar ou divulgar e comece hoje mesmo.

E, depois, coloque aí nos comentários o seu blog 🙂

Tomara que você se motive. Vamos divulgar o máximo de conhecimento que pudermos. Pois sempre existem pessoas que irão precisar.

]]>
http://agileway.com.br/2013/04/17/compartilhe-seu-aprendizado/feed/ 23